sábado, 16 de maio de 2015

Logística reversa de embalagens no Brasil

Acordo Setorial irá definir responsabilidades dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, poder público e consumidores sobre a logística reversa de embalagens (papel, plástico, vidro, metal) no país.














Precisamos dar atenção à este acordo. As empresas pressionam para ficar com a menor responsabilidade possível, querem cada vez mais jogar embalagens no mercado, muitas desnecessárias, e jogar para o poder público municipal os custos com a reciclagem.
Para os municípios as contas não fecham, pois o aumento do consumo e de embalagens geradas são bem maiores do que o município tem para gastar com a limpeza, coleta e destinação adequada.
Não dá para continuarmos vendo milhares de garrafas PET, de isopor, de um monte de outros tipos de embalagens boiando nos córregos, sujando as ruas e as praias. As empresas precisam ser responsabilizadas! Podem começar deixando de fabricar embalagens que não tem reciclagem e colocando a menor quantidade possível de embalagens nos produtos.
Isso lembra um pouco meu posto de janeiro deste ano -> REVER
ACORDO SETORIAL
O texto do acordo foi submetido à consulta pública, entre 15 de setembro e 15 de outubro do ano passado, tendo recebido mais de 900 sugestões de alterações, encaminhadas por representantes de municípios, recicladores, órgãos ambientais e sociedade civil. A análise jurídica da proposta deverá ser finalizada nos próximos dias pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O passo seguinte será encaminhar o texto à avaliação do Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (CORI), que é presidido pelo MMA com a participação do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); Ministério da Fazenda (MF); e Ministério da Saúde (MS). A preocupação das entidades municipalistas e do setor de saneamento básico é que a proposta seja aprovada pelo CORI sem as devidas alterações sugeridas pelos municípios.
Fonte: http://www.assemae.org.br/noticias/item/412-assemae-debate-acordo-para-embalagens-na-sri-do-governo

PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE OS DADOS DA CONSULTA PÚBLICA, COMO AS PROPOSTAS QUE FORAM ENTREGUES PARA O GOVERNO FEDERAL, ACESSE:
http://www.consultas.governoeletronico.gov.br/ConsultasPublicas/consultas.do?acao=exibir&id=140


domingo, 3 de maio de 2015

Vídeo ótimo, bem didático e completo sobre a gestão dos resíduos no Brasil



#ResíduosSólidos: Você sabe para onde vai o lixo que você produz? Nessa animação, você conhecerá o ciclo de vida de todos os produtos que consumimos e descartamos! #Recicle #LixoNoLixo
Posted by Blog Água Brasil on Sexta, 17 de abril de 2015

Entre abril e junho de 2014, o Brasil vendeu mais de 100 smartphones por minuto


Um assunto que me intriga muito é a geração e destinação de resíduos e o que mais me incomoda é as pessoas se submeterem a serem marionetes do mercado e ficarem pressionando outras pessoas para elas comprarem coisas só porque todos devem ser iguais, ninguém pode ser diferente.

Lí hoje esta reportagem da Revista Fórum, chamada   De onde vem e para onde vai seu smartphone? E fiquei assustada com os dados:

"Segundo dados do E-waste World Map, primeiro mapa global de lixo eletrônico, lançado pela Step, aliança entre ONU, empresas, governos e ONGs de todo o mundo, com dados de 2012, o Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico (7 kg por habitante). Ainda de acordo com a Step, para 2017, o volume de lixo eletrônico no mundo aumentará 33%, o equivalente a altura de 200 edifícios como o Empire State Building, de Nova York."

O descarte correto depende do consumidor? Se as empresas não criarem um fluxo de retorno destes celulares, não disponibilizarem pontos de coleta, não divulgarem, não adiantará o consumidor querer. Claro, que sempre cabe ressaltar o potencial mobilizador do consumidor que pode e deve pressionar a cadeia produtiva para que exerça suas responsabilidades.
Acho que a sociedade enfatiza demais o consumidor, e esquecem que a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos é também de quem fabricou, de quem importou, de quem fabricou, comercializou e do serviço público de limpeza.
No caso dos celulares e baterias, o serviço público está isento de responsabilidade, segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Como o autor bem finaliza a matéria:
"as empresas precisam utilizar ferramentas para medição do impacto de seu ciclo de vida, bem como a utilização de avanços tecnológicos para a melhoria contínua de seus processos. Entre as ações estão estudos para verificar o design que ocasiona o menor impacto na fabricação e utilização do aparelho. Alternativa são os materiais renováveis e baterias mais seguras e eficientes. Algumas empresas têm adotado o modelo de celular totalmente fechado, impedindo reparos, o que pode influenciar no volume de resíduo gerado. Sendo assim, fabricar, comprar e consumir é fácil. Analisar o impacto da produção, consumo e descartar corretamente também. Tudo isso depende de uma responsabilidade compartilhada e de atitudes responsáveis."

Para ler a matéria na íntegra acesse: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/04/de-onde-vem-e-para-onde-vai-seu-smartphone/