domingo, 3 de maio de 2015

Entre abril e junho de 2014, o Brasil vendeu mais de 100 smartphones por minuto


Um assunto que me intriga muito é a geração e destinação de resíduos e o que mais me incomoda é as pessoas se submeterem a serem marionetes do mercado e ficarem pressionando outras pessoas para elas comprarem coisas só porque todos devem ser iguais, ninguém pode ser diferente.

Lí hoje esta reportagem da Revista Fórum, chamada   De onde vem e para onde vai seu smartphone? E fiquei assustada com os dados:

"Segundo dados do E-waste World Map, primeiro mapa global de lixo eletrônico, lançado pela Step, aliança entre ONU, empresas, governos e ONGs de todo o mundo, com dados de 2012, o Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico (7 kg por habitante). Ainda de acordo com a Step, para 2017, o volume de lixo eletrônico no mundo aumentará 33%, o equivalente a altura de 200 edifícios como o Empire State Building, de Nova York."

O descarte correto depende do consumidor? Se as empresas não criarem um fluxo de retorno destes celulares, não disponibilizarem pontos de coleta, não divulgarem, não adiantará o consumidor querer. Claro, que sempre cabe ressaltar o potencial mobilizador do consumidor que pode e deve pressionar a cadeia produtiva para que exerça suas responsabilidades.
Acho que a sociedade enfatiza demais o consumidor, e esquecem que a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos é também de quem fabricou, de quem importou, de quem fabricou, comercializou e do serviço público de limpeza.
No caso dos celulares e baterias, o serviço público está isento de responsabilidade, segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Como o autor bem finaliza a matéria:
"as empresas precisam utilizar ferramentas para medição do impacto de seu ciclo de vida, bem como a utilização de avanços tecnológicos para a melhoria contínua de seus processos. Entre as ações estão estudos para verificar o design que ocasiona o menor impacto na fabricação e utilização do aparelho. Alternativa são os materiais renováveis e baterias mais seguras e eficientes. Algumas empresas têm adotado o modelo de celular totalmente fechado, impedindo reparos, o que pode influenciar no volume de resíduo gerado. Sendo assim, fabricar, comprar e consumir é fácil. Analisar o impacto da produção, consumo e descartar corretamente também. Tudo isso depende de uma responsabilidade compartilhada e de atitudes responsáveis."

Para ler a matéria na íntegra acesse: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/04/de-onde-vem-e-para-onde-vai-seu-smartphone/

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